VÍNCULO CONSCIENCIAL


As ações de cada pessoa ou de cada individualidade são capazes de criar vínculos positivos ou negativos com tudo o que está ao seu entorno. Somos capazes de nos ligar, afetiva ou moralmente, com aquilo ou com aqueles que temos contato. O contato a que nos referimos aqui não se restringe ao físico, mas com toda forma de energia que permeia a manifestação das consciências, em qualquer dimensão, e, também, com ideias, que podem ser captadas independentemente do tempo e espaço...



Somos consciências em evolução e os nossos pensamentos e sentimentos, juntamente com a energia que empregamos na nossa manifestação, refletem o que nós somos na essência. Ou seja, é possível compreender a consciência pela análise das suas manifestações e esse é o propósito da Conscienciologia.


Nas autopesquisas Conscienciológicas, temos como base de estudo o Paradigma Consciencial, com alguns pilares de consenso entre os pesquisadores e que ampliam muito a compreensão sobre o que somos, de onde viemos e qual o nosso papel atual no cenário evolutivo desse planeta.Você pode transformar qualquer membro do seu blog em um autor e eles podem escrever posts para seu blog. Adicionar autores é uma ótima maneira de ter um conteúdo mais diversificado no seu blog.


Dentre algumas premissas desse neoparadigma estão a multidimensionalidade e a multiexistencialidade, sendo possível descortinar essa pararrealidade com o desenvolvimento do autoparapsiquismo lúcido através do estudo da Projeciologia, sendo essa a ciência que estuda a projeção consciencial ou saída fora do corpo.


Nesse contexto das múltiplas vidas, o espaço de tempo entre 2 vidas é conhecido como período intermissivo ou, simplesmente, intermissão. Algumas consciências, já portadoras de certa lucidez quanto à evolução pessoal e interessadas na assistência a outras consciências, foram convidadas a participar de um curso preparatório antes de renascer, ao qual chamamos de curso intermissivo. As bases de estudo desse curso extrafísico, com uma gama de conhecimentos sobre o processo evolutivo das consciências, é o que a Conscienciologia busca materializar na dimensão intrafísica objetivando a aceleração da evolução grupal.


Nesse sentido, após uma autoanálise profunda de sua condição evolutiva atual e demonstrando afinidade com o Paradigma Consciencial, algumas consciências consideram-se egressas de um curso intermissivo e assumem a sua parte de responsabilidade na divulgação das ideias libertárias da Conscienciologia na dimensão intrafísica. A assunção dessa responsabilidade e a sua aplicação prática e cosmoética é o que chamamos de Vínculo Consciencial.


Diferentemente do vínculo empregatício, em que alguém presta um serviço de forma subordinada, pessoal, não eventual e onerosa, o vínculo consciencial é proposto pela Conscienciologia e exercido, principalmente, nas Instituições Conscienciocêntricas (ICs) em regime de voluntariado. O autor Ricardo Rezende, em seu livro Voluntariado Conscienciológico Interassistencial, define: “O voluntariado conscienciológico é a qualidade ou condição da conscin, homem ou mulher, dedicada ao serviço assistencial não remunerado, por vontade própria, em Instituição Conscienciocêntrica (IC), a partir do vínculo consciencial e da disponibilização de tempo e conhecimento pessoal.” Portanto, podemos dizer que o vínculo consciencial “nasce” no período intermissivo e se materializa na dimensão intrafísica.


Com o objetivo de aprofundar o conceito de vínculo consciencial, trazemos algumas ortopensatas de Waldo Vieira, propositor da Conscienciologia, e elaboramos algumas considerações:


Vínculo. Há gradações no vínculo consciencial. (Vieira, Waldo; Léxico de Ortopensatas; 2019; página 2018.)


Certamente, nem todas as consciências que fizeram curso intermissivo estão no mesmo nível evolutivo. Cada pessoa tem a sua história, com experiências diversificadas, em sucessivas vidas intrafísicas. Essa bagagem de conhecimentos adquiridos através dos milênios se manifesta na personalidade atual de forma individualíssima, singular. Dessa forma, quando a consciência já possui alguma noção da importância da interassistencialidade no processo evolutivo e é convidada para ingressar em seu primeiro curso intermissivo, leva consigo a sua holobiografia, que terá grande influência na compreensão e aplicação prática das neoverpons apresentadas pela Conscienciologia, intra e extrafisicamente. Devemos também considerar que existem diferentes níveis de curso intermissivo e que cada consciência ingressará em curso compatível com a sua maturidade consciencial. Em vista disso, considerando que existem níveis diferentes de curso intermissivo e que a maturidade de cada consciência varia ao infinito, podemos considerar que, por consequência, há gradações no vínculo consciencial, ou seja, a representatividade intermissiva de cada consciência aumenta proporcionalmente à sua autoevolução.


Voluntariado. O trabalho do voluntariado é a base prática do assentamento do vínculo consciencial, da megafraternidade, da policarmalidade e do futuro Estado Mundial nas Socins neste Planeta Terra. (Vieira, Waldo; Léxico de Ortopensatas; 2019; página 2034.)


Segundo Vieira, a maioria de nós, que nos consideramos intermissivistas, fez o seu primeiro curso intermissivo e que este foi bastante teórico. Portanto, é um imenso desafio sermos os pioneiros na materialização da Conscienciologia Intrafísica, ao mesmo tempo em que é uma enorme oportunidade evolutiva. O voluntariado exercido em diversas ICs, com diferentes especialidades de pesquisa, fortalece os vínculos de amizade entre os intermissivistas e amplia exponencialmente a interassistência, tendo como base o Paradigma Consciencial. Nesse contexto, se esboça o princípio da megafraternidade entre as consciências, começando a surgir em cada assistente o interesse na policarmalidade e a brotar, mesmo que ainda muito timidamente, os princípios do Estado Mundial Cosmoético. A estrutura da IC é o laboratório prático do intermissivista e propicia o assentamento do vínculo consciencial.


Vínculo. A cereja do bolo do vínculo consciencial da conscin intermissivista é a liderança interassistencial após a segunda dessoma. (Vieira, Waldo; Léxico de Ortopensatas; 2019; página 2018.)


De acordo com o Paradigma Consciencial, vivemos períodos na dimensão intrafísica, com um corpo físico, e períodos na dimensão extrafísica, após o descarte do corpo físico. A projeção lúcida fora do corpo humano comprova esta tese, quando temos a oportunidade de interagir diretamente com outras dimensões, na condição de conscins projetadas. Além da projeção consciencial, o parapsiquismo lúcido também nos permite a percepção da multidimensionalidade no dia a dia, e essa autoconscientização multidimensional nos possibilita uma postura assistencial que repercute positivamente em muitas consciências que estão ligadas a nós, em várias dimensões. Portanto, a liderança interassistencial exercida cosmoeticamente na intrafisicalidade nos credencia para futuros trabalhos da próxima intermissão, como consciexes. Nesse contexto, uma sugestão para vivenciar a pré-intermissiologia é buscar a ação lúcida, cosmoética e interassistencial na vida atual, com vistas à continuidade e ampliação dessa assistência na próxima intermissão, após a segunda dessoma. Dessa forma, entendemos que a próxima intermissão poderá ser essencialmente prática, diferentemente da última experiência, em que estávamos em um curso essencialmente teórico, sendo este o próximo desafio dos intermissivistas após a segunda dessoma.


Trouxemos algumas verpons nesse texto com o objetivo de ampliar a compreensão de vínculo consciencial. Vimos que a consciência, ou seja, cada um de nós, é uma singularidade, pois ninguém é igual ao outro. Estamos há milênios tendo vários tipos de vivências, em diferentes contextos culturais, e isso nos dá a bagagem de conhecimentos que temos hoje, formando a nossa holobiografia. Em certo estágio da existência consciencial, despertamos para o processo evolutivo e começamos a fazer alguma assistência, em algum nível. Os amparadores extrafísicos viram que já estávamos em condições de compreender as bases do Paradigma Consciencial e nos convidaram a participar de um curso preparatório antes de renascermos, objetivando ter um melhor aproveitamento evolutivo na vida que iria se iniciar. Nos encaixamos em alguma classe desse curso, de acordo com a maturidade evolutiva alcançada até então. As ideias desse neoparadigma nos ampliaram a visão de conjunto, trazendo reflexões sobre o maximecanismo evolutivo, inimagináveis até aquele momento. Nos programamos para a vida atual com muito mais lucidez, buscando acertar mais, fazer reconciliações, consertar as desafeições do passado, esclarecer os demais sobre o que já estamos conseguindo compreender. Muitos de nós chegamos nessa vida e, desde cedo, temos o sentimento de que temos algo a realizar, além dos convencionalismos sociais, o que causa certa inquietude, pois são apenas impressões, nada muito claro. Em certa fase da vida, normalmente na adolescência, o autoparapsiquismo, já exercitado em vidas pretéritas, começa a se manifestar de forma desorganizada e temos dificuldade de lidar com as informações da multidimensionalidade. Alguns intermissivistas se tornam “buscadores borboleta”, tendo contato com várias linhas de conhecimento que usam o parapsiquismo como ferramenta ou por simples curiosidade. Quando o intermissivista encontra parte do seu grupo da última intermissão, há um reconhecimento imediato. A partir daí, quem chegou primeiro e teve acesso às informações de ponta da Conscienciologia, serve como agente retrocognitor para quem está chegando, ajudando a conscin jejuna a ir recuperando a lucidez que tinha enquanto consciex. Os diversos cursos oferecidos pela Conscienciologia são grandes potencializadores de recuperação de unidades de lucidez, que são chamadas de cons. Contudo, a realização de um curso intermissivo não é garantia de sucesso na próxima vida intrafísica. A conscin precisará de uma boa sustentabilidade com as suas autoverpons para superar os contrafluxos da Socin.



Precisamos nos atentar à nossa programação existencial, trabalhando em grupo e fortalecendo o vínculo consciencial com os nossos compassageiros evolutivos. Cada passo é importante. Seremos completistas da nossa programação se formos perseverantes e coerentes com o nível de informação que já temos. Entendemos que, evolutivamente, não há retrocesso, mas ficar estacionado seria quase que o mesmo, pois no Cosmos tudo está em movimento e a evolução não é diferente. Segundo Vieira, evoluir é movimentar-se cosmoeticamente. (Vieira, Waldo. Minitertúlia Conscienciológica. 02.07.2014).



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